Cerca de 60 participantes de 14 países europeus se reuniram no último domingo (27), em De Panne, na Bélgica, para disputar a quinta edição do Campeonato Europeu de Gritos de Gaivota.
O evento, que mistura humor, cultura popular e conscientização ambiental, tem se consolidado como um dos concursos mais inusitados do continente.
A competição foi dividida em três categorias: júnior, adulto e colônia. Cada participante foi avaliado por um júri técnico que podia atribuir até 100 pontos, sendo 75 pela imitação sonora e 25 pela reprodução do comportamento das aves.
A atmosfera foi marcada por risos, criatividade e, claro, muitos gritos agudos que ecoaram pela cidade costeira.
Na categoria adulta, o destaque ficou com Anna Brynald, da Dinamarca, que conquistou o primeiro lugar.
Determinada, ela afirmou ter viajado exclusivamente para vencer o torneio e contou que utilizou métodos curiosos de treino: espelho e vídeos no TikTok. A preparação rendeu frutos e a tornou a melhor imitadora de gaivotas da Europa em 2025.
Segundo Anna, o segredo foi combinar observação minuciosa do comportamento das aves com a prática diária de vocalizações. “Queria não só imitar o som, mas também capturar o jeito como elas se movem”, explicou.
Embora a proposta seja divertida, os organizadores destacam o caráter educativo do evento. O campeonato busca chamar atenção para a convivência entre humanos e gaivotas nas cidades litorâneas, onde frequentemente surgem conflitos devido ao barulho e à disputa por comida.
A ideia é estimular respeito à vida selvagem e promover conscientização ambiental por meio da arte da imitação.
Moradores e turistas lotaram a praça central de De Panne para acompanhar as apresentações. Além da performance dos competidores, a programação contou com atividades para crianças e palestras rápidas sobre a importância das aves no ecossistema costeiro.
Criado em 2017, o campeonato chega à sua quinta edição com popularidade crescente e cada vez mais participantes internacionais.
Para muitos, o evento é um reflexo da criatividade europeia em transformar tradições locais em experiências culturais que unem humor, turismo e educação ambiental.
Com a vitória de Anna Brynald, a Dinamarca entra no quadro de honra do torneio, que já premiou imitadores de países como Bélgica, Holanda e França.



