O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu desculpas nesta terça-feira (10), durante depoimento à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter acusado ministros da Corte de corrupção em falas públicas.
Ele reconheceu que suas declarações sobre supostos “milhões” envolvendo Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin não tinham qualquer fundamento.
“Me desculpem, não tinha intenção de acusar de qualquer desvio de conduta”, declarou Bolsonaro, afirmando que suas palavras se inseriam em um contexto de desabafo.
Segundo ele, a reunião de 5 de julho de 2022, em que as acusações foram registradas, ocorreu em ambiente reservado e “não foi pensada para ser gravada”.
O ex-presidente ainda reforçou que suas críticas às urnas eletrônicas fazem parte de sua “retórica política” desde 2012, e não se apoiam em evidências concretas.
A defesa tenta enquadrar as manifestações como parte do discurso político, não como atos que configurariam crime ou atentado às instituições.
O depoimento integra a investigação do STF sobre tentativa de golpe de Estado e organização criminosa após as eleições de 2022.
Bolsonaro figura como um dos principais investigados no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que ainda prevê o interrogatório de ex-ministros e militares aliados.
Com a fala de Bolsonaro, a Corte acumula mais elementos para decidir sobre possíveis denúncias formais da Procuradoria-Geral da República, que podem resultar em novas ações penais contra o ex-presidente.



