O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que nunca praticou atos contra a Constituição.
Para reforçar sua fala, levou ao plenário um exemplar da Carta Magna e disse que, mesmo em momentos de “revolta verbal”, teria agido dentro dos limites legais.
Bolsonaro também buscou justificar suas críticas às urnas eletrônicas, tema central das investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado e organização criminosa após as eleições de 2022.
Segundo ele, não foi o único a levantar dúvidas sobre o sistema. O ex-presidente citou o ministro do STF Flávio Dino e o presidente do PDT Carlos Lupi como exemplos de autoridades que, em diferentes ocasiões, também questionaram aspectos do processo eleitoral.
O ex-mandatário destacou ainda que suas manifestações sobre o tema remontam a 2012, quando era deputado federal, tentando sustentar que a desconfiança não teria relação com uma estratégia golpista, mas com um debate mais amplo sobre segurança eleitoral.
O depoimento desta terça-feira (17) foi considerado o mais aguardado da semana no âmbito da investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura a articulação de uma suposta trama para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de Bolsonaro, a fase atual prevê o interrogatório de ex-ministros, militares e aliados políticos envolvidos no caso.
Com a oitiva do ex-presidente, o STF se aproxima da reta final de depoimentos que devem embasar decisões futuras sobre o processo e possíveis denúncias formais da Procuradoria-Geral da República.



