Recrutador de modelos ligado a Epstein é encontrado morto na França

Daniel Siad, investigado por tráfico humano e citado em documentos do caso Epstein, foi encontrado morto em sua casa nos arredores de Paris

O recrutador de modelos Daniel Siad, investigado por supostas ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na noite de segunda-feira (20) em sua residência em Colombes, nos arredores de Paris, na França.

A informação foi confirmada pelo Ministério Público de Nanterre nesta quarta-feira (22). As autoridades francesas abriram uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte, cuja causa ainda não havia sido divulgada até a última atualização da apuração.

O franco-argelino, de 69 anos, era investigado por suspeitas de envolvimento em uma rede de tráfico de seres humanos e figurava entre os nomes relacionados ao caso Epstein. Segundo o Ministério Público, o corpo foi localizado na residência onde ele vivia.

“Uma investigação para apurar as causas da morte foi aberta na noite de segunda-feira após a descoberta de seu corpo em sua casa”, afirmou o órgão francês sobre Siad.

Investigação sobre Daniel Siad e ligação com Jeffrey Epstein

Daniel Siad era alvo de diversas denúncias, entre elas acusações de estupro, e estava sendo investigado em Paris em um inquérito conduzido pelo órgão especializado no combate ao tráfico de seres humanos.

Conforme as autoridades, ele morreu antes de prestar depoimento no processo em andamento.

Durante a investigação, Siad negava as acusações apresentadas contra ele. Até o momento, o Ministério Público não informou se havia indícios de participação de terceiros na morte nem divulgou detalhes sobre os próximos passos da apuração.

Nome aparece em arquivos do caso Epstein

O nome de Daniel Siad também consta em mais de 1.000 arquivos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Os documentos incluem mensagens de texto atribuídas a Siad nas quais ele conversava com Epstein sobre o envio de mulheres de diferentes nacionalidades para Nova York.

A divulgação desses registros reforçou o interesse das autoridades no papel desempenhado por Siad dentro da rede investigada. No entanto, ele não chegou a ser interrogado pela Justiça francesa antes de sua morte.

As circunstâncias do falecimento permanecem sob investigação, e as autoridades francesas ainda não divulgaram informações sobre a causa da morte ou eventuais conclusões preliminares do caso.

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