Lesão de Paquetá preocupa Seleção; entenda o problema e o tempo de recuperação

Meio-campista teve ruptura parcial na coxa e inicia tratamento, enquanto médicos alertam para risco de retorno precoce

A Seleção Brasileira terá um desfalque importante para o mata-mata da Copa do Mundo. Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular grau 2 na parte posterior da coxa e está fora das oitavas de final, segundo exames realizados nesta terça-feira (30).

O meio-campista sentiu o problema ainda no primeiro tempo da partida contra o Japão, quando passou a mancar e levou a mão à região posterior da perna. A confirmação veio após exames de imagem, que detectaram ruptura parcial das fibras musculares.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o jogador seguirá um protocolo intensivo de tratamento, sem prazo definido para retorno.

O que é a lesão muscular de Paquetá

A chamada lesão muscular ocorre quando há rompimento (parcial ou total) das fibras que formam o músculo. Essas estruturas funcionam como “cabos elásticos” e, quando submetidas a esforço acima do limite, podem se romper.

Esse tipo de problema é comum no futebol, especialmente em movimentos de alta intensidade, como:

  • Arrancadas rápidas
  • Mudanças bruscas de direção
  • Aceleração em velocidade máxima
  • Sobrecarga por sequência de jogos

Na região posterior da coxa (onde Paquetá se lesionou) estão músculos como o bíceps femoral, frequentemente exigidos em ações explosivas.

Os especialistas classificam as lesões musculares em três graus:

  • Grau 1: estiramento leve, com dor discreta e sem perda de função
  • Grau 2: ruptura parcial, com dor moderada e perda de força (caso de Paquetá)
  • Grau 3: ruptura completa do músculo, com perda quase total de função

Além da dor, os sintomas podem incluir inchaço, hematomas, limitação de movimento e fraqueza muscular.

O tratamento inicial foca em reduzir dor, inflamação e edema. Depois, o atleta passa por um processo gradual de reabilitação, com fisioterapia e fortalecimento muscular.

O principal alerta dos médicos está no risco de retorno antecipado.

A região da coxa apresenta alto índice de recidiva, ou seja, o músculo pode se lesionar novamente caso volte a ser exigido antes da recuperação completa.

De forma geral, o tempo de recuperação para lesões desse tipo varia entre quatro e oito semanas, dependendo da gravidade e da resposta do atleta.

Lucas Paquetá fora da Copa?

Apesar da ausência confirmada nas oitavas, ainda não é possível cravar que o jogador está fora do restante da competição.

A definição dependerá da evolução clínica nas próximas semanas, especialmente considerando o calendário apertado do Mundial.

Para a comissão técnica, o desafio agora é equilibrar pressa e prudência: acelerar a recuperação pode significar um risco ainda maior de nova lesão e, consequentemente, um desfalque definitivo.

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