A narradora Renata Silveira alcançou mais um marco inédito na televisão brasileira ao se tornar a primeira mulher do país a narrar, in loco, uma partida de Copa do Mundo na TV aberta.
O feito aconteceu durante o confronto entre Bélgica e Egito, válido pelo Grupo G do Mundial, disputado no Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos.
A transmissão foi realizada diretamente do estádio, com Renata integrando a equipe da TV Globo ao lado do comentarista Caio Ribeiro e dos repórteres da emissora.
A presença da narradora no local reforça uma mudança gradual (ainda em curso) na ocupação de espaços historicamente dominados por homens na cobertura esportiva.
O novo feito se soma a uma trajetória marcada por quebras de barreiras. Em 2022, durante a Copa do Mundo do Catar, Renata já havia entrado para a história ao se tornar a primeira mulher a narrar um jogo de Mundial na TV aberta brasileira.
Naquele torneio, participou de:
- 9 transmissões na TV aberta
- 4 jogos exibidos no Globoplay e no ge
Desde então, a narradora tem ampliado sua presença em eventos de grande porte e consolidado espaço em diferentes plataformas do Grupo Globo.
Renata Silveira chegou à Globo em 2020 e rapidamente acumulou marcos relevantes. Entre eles:
- Primeira mulher a narrar futebol no SporTV
- Participação na cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio (2021)
- Narração de partidas da seleção brasileira masculina no canal
- Presença na cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris-2024
Antes disso, construiu carreira na TV por assinatura, com passagens pelo Fox Sports, onde narrou partidas importantes, incluindo jogos da seleção brasileira, além de competições como Libertadores e Liga dos Campeões da Uefa.
Fora das transmissões, a narradora tem formação acadêmica ligada ao esporte e à comunicação. Iniciou seus estudos em Educação Física pela UFRJ e posteriormente se formou em Rádio e TV, com pós-graduação em Jornalismo Esportivo.
Em junho de 2025, também compartilhou um momento pessoal ao anunciar a gravidez durante a transmissão de um jogo do Campeonato Brasileiro, gesto que repercutiu nas redes sociais e dentro da própria equipe da emissora.
A presença de Renata narrando diretamente dos estádios em uma Copa do Mundo representa mais do que um feito individual. O episódio sinaliza uma transformação progressiva na cobertura esportiva, ainda marcada por desigualdades de gênero, mas com avanços recentes.
A participação feminina em funções como narração, historicamente restritas, tem crescido nos últimos anos e nomes como o de Renata ajudam a consolidar essa mudança dentro e fora das transmissões.


