Desfile de moda coloca robôs na passarela ao lado de modelos humanos

Evento uniu estética futurista e tecnologia para discutir a convivência entre humanos e máquinas

Um desfile realizado em Seul, na Coreia do Sul, levou à passarela uma cena que parece saída da ficção científica: robôs humanoides desfilando lado a lado com modelos humanos. O evento aconteceu em 28 de maio e chamou atenção ao misturar moda e tecnologia em um mesmo espaço.

Organizado pela empresa de tecnologia e entretenimento Galaxy Corporation, o desfile teve como proposta central provocar uma reflexão direta: como humanos e robôs podem coexistir no futuro.

Na prática, a ideia ganhou forma com uma coreografia visual bem definida. Cada modelo humano era acompanhado por um andróide vestido com peças semelhantes, criando uma espécie de “dupla” entre homem e máquina ao longo da apresentação.

As roupas apresentadas no desfile apostaram em uma mistura de referências. Entre os destaques estavam:

  • Vestidos de seda com cortes fluidos
  • Calças largas com estética espacial
  • Elementos inspirados no visual de David Bowie nos anos 1970

A proposta visual combinava futurismo e nostalgia, criando uma narrativa estética que dialoga tanto com o passado quanto com projeções do que pode vir.

As peças foram adaptadas para os corpos dos robôs, o que exigiu ajustes técnicos para acomodar as estruturas mecânicas dos andróides, um detalhe que reforça o cruzamento entre design de moda e engenharia.

Mais do que um espetáculo visual, o desfile foi pensado como um experimento simbólico. Ao colocar robôs ocupando o mesmo espaço que humanos, o evento levanta questões que já começam a aparecer fora das passarelas.

Veja:

A presença crescente da inteligência artificial e da robótica em áreas criativas tem provocado discussões sobre:

Nesse contexto, a moda surge como um território fértil para testar essas possibilidades, justamente por sua capacidade de traduzir comportamento, cultura e transformação.

A Galaxy Corporation informou que pretende transformar a experiência em produto. As peças exibidas no desfile devem ser lançadas até o fim do ano sob a marca “MACH 33”, ampliando o alcance do conceito apresentado na passarela.

O movimento indica que a proposta não se limita a um experimento visual, mas faz parte de uma estratégia que conecta tecnologia, design e mercado.

Ao levar robôs para o centro da passarela, o desfile em Seul não apenas apresentou roupas, ele colocou em cena uma pergunta que vai além da moda: qual será o papel das máquinas nos espaços tradicionalmente humanos?

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