O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de vaias na noite de segunda-feira (8) ao comparecer ao Madison Square Garden, em Nova York, para assistir ao Jogo 3 das finais da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs.
As manifestações ocorreram tanto na chegada da comitiva presidencial quanto durante a execução do hino nacional norte-americano, quando a imagem do republicano apareceu no telão da arena.
O episódio chamou atenção dentro e fora do ginásio e acabou dividindo espaço com a expectativa pela partida decisiva da série.
Após as vaias durante o hino, torcedores voltaram a entoar o tradicional grito de apoio ao time da casa: “Go Knicks!”.
Vaias e segurança marcaram a noite no Madison Square Garden
A presença de Trump mobilizou um forte esquema de segurança nas imediações do Madison Square Garden. O aparato incluiu barreiras metálicas, pontos restritos de acesso e inspeções semelhantes às realizadas em aeroportos.
Segundo autoridades locais, apenas pessoas com “motivo autorizado” puderam circular na área protegida ao redor da arena.
As restrições começaram cerca de quatro horas e meia antes do início da partida, programada para 21h30 (horário de Brasília).
As medidas provocaram filas extensas e atrasos na entrada do público. Em alguns momentos, os congestionamentos de acesso ultrapassaram dois quarteirões, gerando reclamações de torcedores que tentavam chegar ao ginásio.
Faltando aproximadamente uma hora para o início do confronto, uma parcela significativa dos assentos ainda permanecia vazia, reflexo das dificuldades enfrentadas pelos espectadores para acessar a arena.
Veja o momento em que Trump foi vaiado:
— Evan Roberts (@EvanRobertsWFAN) June 9, 2026
Torcedores reclamaram dos transtornos
O clima de insatisfação aumentou quando a comitiva presidencial chegou ao local. As vaias se intensificaram entre as pessoas que aguardavam nas filas para entrar no ginásio.
Entre os torcedores que criticaram a visita estava Errol Ismail, morador do Brooklyn e empresário do setor fitness. “Eu gostaria que ele não estivesse aqui. Ele não é um torcedor de verdade e só está tornando tudo pior”, afirmou à CNN.
Em seguida, acrescentou: “Nós esperamos a vida inteira por isso, e ele transformou tudo em algo sobre ele mesmo, como faz com qualquer outra coisa”.
O Serviço Secreto orientou o público a chegar ao local com pelo menos duas horas de antecedência. Além disso, a tradicional área de confraternização montada do lado de fora da arena durante os playoffs foi cancelada por questões de segurança.
Presença histórica e contexto político
Com a visita, Trump tornou-se o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a comparecer a uma partida das finais da NBA. O republicano era esperado no evento como convidado de James Dolan, proprietário do New York Knicks.
A relação de Trump com Nova York voltou a ser tema de debate durante a noite. Em aparições anteriores na cidade, como na final masculina do US Open do ano passado, o presidente também recebeu reações mistas do público, incluindo aplausos e vaias.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também era esperado para acompanhar a partida. O atual prefeito de Nova York é socialista democrático e se opõe fortemente a Donald Trump, tendo inclusive chamado o presidente de fascista e dito que a cidade de Nova York poderia ensinar o país a derrotá-lo.
Segundo informações divulgadas antes do jogo, Zohran adquiriu diretamente com o Madison Square Garden um ingresso de quase US$ 1.000.
Apesar do ambiente de celebração pela campanha dos Knicks, que chegaram ao Jogo 3 com vantagem de 2 a 0 na série melhor de sete, a presença presidencial acabou se tornando um dos principais assuntos da noite na cidade.
Veja:
Reações – A presença do presidente dos EUA, Donald Trump, no terceiro jogo das finais da NBA nesta segunda-feira (8), tem causado transtornos para os fãs nova-iorquinos dos Knicks.
A equipe de Nova York vive a expectativa de se sagrar campeã do torneio pela primeira vez desde… pic.twitter.com/071jDHByVa
— g1 (@g1) June 9, 2026


