Um erro durante um atendimento veterinário em Vinhedo, no interior de São Paulo, levou uma tutora a recorrer à Justiça após receber, por engano, uma injeção que seria aplicada em sua cachorra. O caso aconteceu em janeiro de 2024 e resultou em um processo protocolado em maio de 2026.
De acordo com a ação, a mulher levou a cadela, chamada Olívia, ao hospital veterinário após o animal apresentar dor intensa em uma das patas. Durante o atendimento, a profissional responsável indicou a aplicação de medicamentos injetáveis.
A situação ocorreu no momento da aplicação: com a cachorra no colo da tutora, a veterinária acabou injetando o conteúdo da seringa no braço da própria cliente, de forma acidental.
Segundo o processo, o medicamento utilizado foi o enrofloxacino, um antibiótico de uso veterinário. Logo após a aplicação, a tutora relatou dor intensa e ardência no local.
Ela procurou atendimento médico na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação para conter uma reação alérgica. Nos dias seguintes, buscou avaliação no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, dando continuidade ao tratamento com:
- antibióticos
- corticoides
- exames clínicos
O quadro incluiu a formação de edema no braço, o que motivou o acompanhamento médico posterior.
O caso também foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar dano.
A investigação resultou em um termo circunstanciado. A profissional envolvida firmou acordo com o Ministério Público, com pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária, sem indenização direta à vítima.
Na esfera cível, a tutora solicita uma indenização total de R$ 52.357,18, dividida em:
- R$ 2.357,18 por despesas médicas e medicamentos
- R$ 50 mil por danos morais
A defesa da vítima argumenta que houve falha na prestação do serviço, além de abalo emocional decorrente do episódio.
Em nota, o hospital veterinário afirmou que o caso foi um episódio isolado e destacou que prestou assistência à cliente desde o início.
O estabelecimento também informou que atua há mais de 13 anos na cidade sem registros semelhantes e que, até o momento, não foi formalmente citado no processo, motivo pelo qual não comenta detalhes técnicos ou jurídicos.
O caso levanta discussões sobre responsabilidade em serviços de saúde animal, especialmente quando falhas operacionais atingem diretamente o cliente.
A ação segue em tramitação na Justiça de Vinhedo e ainda não há decisão sobre o pedido de indenização.


