O GP do Canadá de Fórmula 1, marcado para o próximo domingo, 24 de maio, em Montreal, promete uma combinação de frio intenso, possibilidade de chuva e disputas importantes dentro e fora da pista.
A etapa, realizada no tradicional Circuito Gilles Villeneuve, será a quinta prova da temporada 2026 e contará, pela primeira vez, com uma corrida sprint no circuito canadense.
A Mercedes chega como principal favorita para o fim de semana, enquanto equipes como McLaren, Ferrari, Red Bull e Audi apostam em atualizações para reduzir a diferença no campeonato.
Localizado na Ilha de Notre-Dame, em Montreal, o Circuito Gilles Villeneuve faz parte do calendário da Fórmula 1 desde 1978.
Construída para a Expo 67, a ilha artificial fica no Rio São Lourenço e abriga um dos traçados mais tradicionais da categoria, conhecido pelas longas retas, fortes frenagens e alta incidência de safety cars.
A previsão do tempo para a sexta-feira (22), dia do único treino livre da etapa, indica temperaturas próximas dos 5°C.
Há ainda possibilidade de chuva para a corrida de domingo (24), cenário que pode aumentar a imprevisibilidade da prova.
Mercedes chega como favorita em Montreal
A equipe alemã desembarca no Canadá apontada como favorita após o desempenho recente de George Russell e Kimi Antonelli.
A Mercedes também prepara um pacote de atualizações para a etapa canadense, depois de ter levado poucas novidades técnicas para Miami.
Mesmo assim, a McLaren surge como principal concorrente. A escuderia britânica confirmou mudanças importantes no carro, incluindo alterações em assoalho, chassi e asas.
O time tenta voltar a vencer em Montreal após um jejum iniciado em 2012.
Além da disputa entre equipes, o GP canadense pode marcar um duelo interno na Mercedes.
Russell e Antonelli vivem momentos distintos dentro da temporada, com o jovem italiano ganhando espaço após resultados consistentes.
A corrida do ano passado mostrou o potencial de surpresas do circuito. George Russell venceu em 2025, enquanto Antonelli conquistou o primeiro pódio da carreira na Fórmula 1.
A prova também ficou marcada pelo acidente entre Lando Norris e Oscar Piastri nas voltas finais.

Circuito Gilles Villeneuve é conhecido por corridas caóticas
O traçado canadense é considerado um dos mais desafiadores do calendário por combinar velocidade elevada e poucas áreas de escape. Isso costuma provocar interrupções frequentes e disputas intensas por posição.
Um dos pontos mais famosos do circuito é o “Muro dos Campeões”, localizado na saída da última chicane antes da reta dos boxes.
O local recebeu esse nome em 1999, após acidentes envolvendo os campeões mundiais Michael Schumacher, Damon Hill e Jacques Villeneuve durante a mesma corrida.
O GP do Canadá também ficou marcado por episódios históricos da Fórmula 1.
Em 2007, Lewis Hamilton conquistou no circuito sua primeira vitória na categoria, tornando-se o primeiro piloto negro a vencer um Grande Prêmio.
Já a edição de 2011, vencida por Jenson Button, entrou para a história como a corrida mais longa da F1, com mais de quatro horas de duração devido às fortes chuvas.
Hamilton divide com Michael Schumacher o posto de maior vencedor da pista, com sete triunfos cada.
Gabriel Bortoleto recebe expectativa por evolução da Audi
Entre as equipes do pelotão intermediário, a Audi também deve apresentar novidades para Montreal.
A expectativa é de evolução para o brasileiro Gabriel Bortoleto, que vem mostrando ritmo competitivo nos treinos, apesar de problemas de confiabilidade enfrentados pela equipe alemã.
Bortoleto já pontuou na Austrália nesta temporada, mas a meta da Audi no Canadá é completar todas as sessões e corridas sem falhas mecânicas.
A etapa canadense ainda marca o início de uma sequência intensa da temporada.
Após os adiamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a Fórmula 1 terá sete corridas em dez finais de semana até julho, quando ocorre a pausa de verão europeia.



