O primeiro trailer de Dark Horse, a já infame e polêmica cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi divulgado nesta terça-feira (19) pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
A prévia, com cerca de dois minutos e meio, apresenta uma narrativa dramatizada do atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. O material tem diálogos em inglês e estética que simula um conteúdo vazado, com marcas d’água indicando “divulgação proibida”.
A publicação também foi compartilhada pelo deputado Mário Frias, produtor executivo do longa e responsável pelo argumento do roteiro. Ao divulgar o vídeo, ele escreveu apenas: “Vazou”.
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Divulgação de Dark Horse antecipada em meio à crise
O lançamento do trailer ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro confirmou ter se reunido com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como financiador do projeto.
Segundo o senador, o encontro teve como objetivo encerrar discussões sobre o financiamento do filme. Vorcaro, dono do Banco Master, está preso sob acusação de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras que, segundo investigações, pode chegar a bilhões de reais.
Nos bastidores políticos, a divulgação antecipada do trailer foi interpretada como uma tentativa de demonstrar que o filme está em produção e justificar os investimentos feitos.
Relatos indicam que a estratégia foi alinhada com parlamentares aliados, que teriam sido incentivados a compartilhar o conteúdo nas redes sociais.
Dark Horse teria recebido mais de R$ 60 milhões em investimentos, o que o posiciona como uma das produções brasileiras de maior orçamento recente.
O projeto aposta em uma abordagem internacional, com uso do inglês e construção narrativa voltada para além do público brasileiro.
A trama se concentra principalmente no episódio do atentado durante a campanha presidencial, momento central na trajetória política retratada pelo filme.
A divulgação do trailer insere o longa em um ambiente que ultrapassa o campo cinematográfico.
Mais do que apresentar uma obra em desenvolvimento, o lançamento acontece em meio a uma disputa de versões sobre o financiamento e os bastidores da produção.
Nesse contexto, Dark Horse surge não apenas como um projeto audiovisual, mas também como parte de um debate mais amplo sobre imagem pública, narrativa política e uso do cinema como ferramenta de construção simbólica.


