O Democracia Cristã (DC) confirmou a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa à Presidência da República, substituindo o nome de Aldo Rebelo no projeto eleitoral da sigla.
A decisão foi anunciada no sábado (16), por meio de nota assinada pelo presidente nacional do partido, João Caldas, e ocorre em meio a um racha interno que se tornou público nas redes sociais.
A mudança veio logo após Aldo Rebelo reagir à articulação do partido, classificando a escolha como uma “afronta” às relações políticas que defende.
Em manifestação pública, o ex-deputado afirmou que não reconhece a decisão como legítima e declarou que manterá sua própria pré-candidatura, indicando que a disputa interna está longe de um consenso.
A fala escancara um cenário de fragmentação dentro da legenda, com dois nomes reivindicando espaço no mesmo projeto eleitoral.
Joaquim Barbosa é apresentado como símbolo de “reconstrução”
Na nota oficial, o DC aposta no nome de Joaquim Barbosa como uma resposta à crise de confiança nas instituições.
O partido afirma que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal representa a possibilidade de “união nacional” e de reconstrução da credibilidade política, além de associar sua trajetória a valores republicanos.
Barbosa ganhou projeção nacional como relator do julgamento do Mensalão e foi o primeiro negro a presidir o STF, cargo que ocupou entre 2012 e 2014.
Desde sua aposentadoria da Corte, há cerca de uma década, o jurista tem atuado na advocacia e já teve o nome cogitado em outras disputas eleitorais.
A reação de Aldo Rebelo indica que o episódio não se limita a uma substituição interna, mas pode evoluir para uma disputa política paralela.
Em sua declaração, ele afirmou que candidaturas devem ser construídas coletivamente e não por “grupos ou interesses específicos”, além de defender sua trajetória como base legítima para o projeto que vinha conduzindo.
Até o momento, o ex-ministro ainda não detalhou quais serão os próximos passos de sua movimentação política, mas a sinalização é de que não haverá recuo imediato.
A oficialização do nome de Joaquim Barbosa ocorre em um momento de pré-organização das candidaturas para 2026 e reforça o movimento de partidos menores em buscar nomes de maior visibilidade nacional.
Ao mesmo tempo, a reação de Rebelo cria um impasse que pode:
- fragilizar a estratégia eleitoral do partido
- gerar disputas jurídicas ou políticas internas
- impactar alianças futuras
O desfecho da situação dependerá dos próximos movimentos dentro da legenda e da capacidade de unificação ou não em torno de um único nome.


