Shakira no Rio: o que encantou e o que gerou críticas entre fãs?

Apresentação histórica reuniu 2 milhões de pessoas, teve participações brasileiras, discurso de empoderamento e também gerou críticas sobre organização e atraso

A cantora Shakira protagonizou, no último sábado (2), o maior espetáculo de sua carreira ao reunir cerca de 2 milhões de pessoas na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento integrou o projeto Todo Mundo no Rio e se consolidou como um dos maiores shows já realizados no Brasil.

Com uma apresentação ampliada da turnê ‘Las Mujeres Ya No Lloran World Tour’, a artista combinou sucessos internacionais, homenagens ao Brasil e participações especiais de nomes consagrados da música nacional.

Participações brasileiras marcam noite histórica

O show contou com a presença de artistas como Anitta, Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Maria Bethânia, que dividiram o palco com a colombiana em momentos de grande interação com o público.

Juntos, interpretaram músicas como ‘Choka Choka’, parceria recém-lançada com Anitta, além de clássicos como ‘País Tropical’, ‘Leãozinho’ e ‘O que é o que é?’, reforçando a conexão cultural entre a artista e o Brasil.

A colombiana também se comunicou em português durante todo o show, destacando sua antiga relação com o país, onde já realizou apresentações em cidades fora do circuito tradicional de grandes turnês internacionais.

Shakira-Anitta-e-Ivete
Fotos: Reprodução/Instagram

Discurso de empoderamento e conexão com o público

Durante o espetáculo, Shakira dedicou parte da apresentação às mulheres latino-americanas, com destaque para mães que sustentam seus lares sozinhas.

Uma das falas que marcou a noite foi:

“Nas quedas ninguém se salva. Nós mulheres, cada vez mais que caímos, nos levantamos mais fortes, resilientes. Porque as mulheres já não choram mais. 

Por isso, esse show é para todas nós. Sozinhas podemos ser mais vulneráveis, mas juntas somos invencíveis”.

O discurso dialoga com o momento pessoal da artista, que enfrentou um processo de separação do ex-jogador Gerard Piqué, pai de seus filhos, após descobrir uma traição.

Veja:

Shakira homenageia as mães solo

Durante a apresentação em Copacabana, Shakira reservou um momento especial para homenagear as mães solo, trazendo emoção ao público.

Em um discurso marcante, no qual também se incluiu, a artista destacou a força feminina ao lidar com múltiplas responsabilidades diárias, como trabalho, cuidado com a casa e criação dos filhos, além de chamar atenção para a realidade vivida no Brasil.

“Em tudo que as mulheres sabem fazer, cuidar da família, trabalhar, manter o lugar, criar os filhos, ser sexy… é muito, mas nós fazemos tudo”, disse, antes de enfatizar que mais de 20 milhões de mães solo no país enfrentam essa rotina sem apoio, o que gerou aplausos e comoção entre os presentes.

Veja:

Repertório e reação do público

O setlist incluiu músicas clássicas da carreira de Shakira e também faixas mais recentes que abordam temas como independência e superação, presentes no álbum ‘Las Mujeres Ya No Lloran’.

Canções como ‘Hips Don’t Lie’, ‘Estoy Aqui’, ‘Whenever, Wherever’, ‘Te Felicito’, ‘La Fuerte’, ‘Soltera’ e ‘Shakira: Bzrp Music Sessions’ mobilizaram o público, que reagiu com entusiasmo ao longo da apresentação. Em determinado momento, a plateia entoou o coro:

“Hey, Piqué, vai tomar no c*”, se referindo ao ex-marido de Shakira, que a traiu depois de anos de relação.

Confira:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Shakira (@shakira)

Emergência familiar faz Shakira atrasar quase 1h30

O início do show de Shakira no Rio de Janeiro sofreu atraso por conta de uma situação envolvendo a família da artista.

A apresentação, prevista para começar às 21h45 de sábado (2), foi adiada depois que seu pai, William Mebarak Chadid, de 94 anos, sofreu um AVC hemorrágico pouco antes da entrada no palco.

Informada sobre o ocorrido, a cantora precisou de um tempo para se recompor.

Segundo informações divulgadas durante a transmissão oficial, o atraso foi causado por um problema pessoal. Shakira iniciou o espetáculo às 23h05, cerca de 1h25 após o horário programado.

Público criticou uso de playback em alguns momentos

Outro ponto comentado após o show de Shakira foi o uso de playback em trechos da apresentação.

O termo se refere à reprodução pré-gravada da voz ou de partes da música, utilizada como apoio enquanto o artista canta ao vivo, prática comum em grandes espetáculos para preservar a voz, especialmente em coreografias intensas.

Tanto quem acompanhou de casa quanto o público presente comentou o recurso, que frequentemente gera debate, embora seja amplamente adotado por artistas internacionais em turnês de grande porte.

Estrutura e críticas à produção

A estrutura do evento também foi alvo de críticas. Parte do público avaliou o cenário como simples, citando telões, número reduzido de dançarinos e elementos de palco considerados básicos para um show desse porte.

Nas redes sociais, algumas opiniões classificaram a produção como abaixo do esperado para um espetáculo de dimensão internacional, e que todos sabiam que seria o maior show da carreira de Shakira.

Impacto econômico

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, o evento deve gerar cerca de R$ 800 milhões para a economia local, impulsionando setores como turismo, hotelaria, transporte e comércio.

O espetáculo começou com um show de drones que desenhou uma loba, símbolo da cantora, no céu da cidade.

DJs também participaram da programação, aquecendo o público antes da apresentação principal, e também depois do show.

Operação de serviços e organização

A estrutura montada para o evento contou com:

  • 400 atendimentos médicos, com 64 remoções para hospitais.
  • Postos de vacinação com imunização contra diversas doenças.
  • Coleta de 362 toneladas de resíduos, realizada por cerca de 2 mil profissionais de limpeza.

A operação incluiu ainda pontos de hidratação gratuitos, esquema de segurança reforçado e funcionamento contínuo do transporte público durante a madrugada.

Destaques e críticas do show de Shakira no Rio

Entre os aspectos positivos apontados por quem acompanhou o evento estão:

  • Carinho da artista com o público
  • Homenagens à cultura brasileira
  • Mensagem de empoderamento feminino
  • Estrutura de segurança e limpeza
  • Organização inicial de acessos e dispersão

Por outro lado, alguns pontos geraram críticas:

  • Atraso superior a uma hora para início do show
  • Desperdício de hits em começo morno
  • Uso de Playback em alguns momentos do show
  • Presença de cercadinhos irregulares na areia
  • Dificuldades de visibilidade causadas por ambulantes e objetos

Projeto deve seguir até 2028

O Todo Mundo no Rio, responsável pela realização do evento, já trouxe artistas como Madonna e Lady Gaga em edições anteriores e tem previsão de continuidade até 2028.

De acordo com dados oficiais, o projeto contribui para o aumento do fluxo turístico em um período de baixa temporada no Rio, aumento da arrecadação municipal, além de ampliar a visibilidade internacional do Rio de Janeiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.