O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo na última semana com foco na disputa pela Presidência da República.
Com a saída, o então vice-governador Mateus Simões (PSD) foi empossado pela Assembleia Legislativa e passa a comandar o estado.
A mudança ocorre a poucos dias do prazo final estabelecido pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções caso pretendam concorrer nas eleições. Neste ano, o limite é 4 de abril.
Transição de governo e cerimônia oficial
Após a posse oficial de Mateus Simões, foi realizada uma solenidade no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, marcando a transferência simbólica do cargo.
O evento reuniu autoridades e marcou oficialmente o fim da gestão de Zema à frente do Executivo mineiro.
Discurso de despedida e posicionamentos
Durante o discurso de transmissão de cargo, Zema fez um balanço de sua administração e declarou que sua gestão “devolveu Minas Gerais aos mineiros de bem”.
A fala foi interpretada como uma crítica à administração anterior, comandada pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT).
O ex-governador também afirmou que pretende levar essa mesma proposta para o cenário nacional. Em outro trecho, fez críticas ao governo federal ao dizer:
“O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, está sendo destruído pelo sistema que destruiu Minas Gerais.
Não somos um país fracassado, nós somos um país roubado”.
Estratégia eleitoral e pré-candidatura
A renúncia faz parte da estratégia eleitoral de Romeu Zema, que já havia anunciado, em agosto de 2025, sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Novo.
Na semana anterior à renúncia, o político afirmou que pretende manter sua candidatura até o fim da campanha como cabeça de chapa.
Ele também negou a existência de articulações para alianças com outros nomes ou partidos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e legendas da direita tradicional.
O que muda em Minas Gerais?
Com a posse de Mateus Simões, o governo estadual passa a ser conduzido por um novo titular em um momento de transição política.
A expectativa é de continuidade administrativa, já que Simões integrava a gestão como vice-governador.
A mudança ocorre em um cenário político marcado pela aproximação das eleições e pela movimentação de lideranças em nível nacional.


