O curta Favela Amarela chega ao circuito internacional com uma proposta que mistura terror e crítica social, ambientada nas favelas do Rio de Janeiro. Dirigido por Thiago Tuchu e Nicolas Lobato, o projeto terá sua estreia mundial no Fantaspoa, festival que acontece entre 8 e 26 de abril.
A produção se insere no gênero do horror cósmico, com inspiração no universo de Robert W. Chambers, autor de “O Rei de Amarelo”, referência clássica do terror psicológico.
A narrativa de Favela Amarela acompanha Damião, estudante de direito que vive em uma comunidade e enfrenta dificuldades financeiras para continuar os estudos.
Para manter a faculdade, ele decide entrar para o tráfico, escolha que o leva a uma situação ainda mais complexa.
Durante uma madrugada, o personagem entra em contato com uma organização que se apresenta como ONG, mas que esconde uma estrutura mais profunda.
Segundo a trama, trata-se de uma seita formada por políticos e empresários, com um grupo que sequestra moradores de comunidades para rituais ligados à entidade “Rei de Amarelo”.
A história transita entre o real e o sobrenatural, criando uma narrativa que tensiona desigualdade, poder e invisibilidade social.
O elenco de Favela Amarela filme reúne nomes como:
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Richard Abelha, no papel principal
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Sain, como Juninho
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Giselle Batista, como Natasha
Os personagens atuam em dinâmicas que ampliam a tensão narrativa.
Juninho surge como um aliado ambíguo, enquanto Natasha se aproxima com interesses próprios, aprofundando os conflitos da história.
Antes da estreia no Brasil, Favela Amarela já conquistou espaço fora do país.
No Halucineia Film Fest, na França, o curta venceu:
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Melhor Filme de Horror
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Melhor Som
Além disso, foi selecionado para a exibição final de um festival na Grécia, ampliando sua visibilidade no circuito internacional de cinema fantástico.
A exibição no Fantaspoa marca um passo importante na trajetória do projeto. O festival é considerado um dos principais eventos de terror, fantasia e ficção científica na América Latina.
Dentro desse contexto, o curta se posiciona como uma produção que dialoga com tendências globais do gênero, mantendo uma identidade brasileira forte.
Horror cósmico com identidade local
Ao combinar referências de autores como Robert W. Chambers com o contexto social das favelas cariocas, o filme Favela Amarela propõe uma abordagem híbrida.
Mais do que provocar sustos, a obra utiliza o terror como ferramenta para discutir:
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Estruturas de poder
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Exploração social
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Vulnerabilidade urbana
O resultado é um projeto que busca impactar tanto pela estética quanto pelo conteúdo.


