Brasileira cria app para mulheres checarem antecedentes de pretendentes

Plataforma criada após caso de feminicídio já reúne mais de quarenta e cinco mil usuárias

A startup brasileira Plinq criou uma plataforma que permite que mulheres verifiquem antecedentes criminais e processos judiciais de potenciais parceiros amorosos antes de encontros ou do início de relacionamentos.

Fundada em 2025 pela empreendedora Sabrine Matos, a empresa nasceu após ela assistir a uma reportagem sobre um caso de feminicídio em que a vítima desconhecia o histórico de violência do agressor.

A primeira versão da ferramenta foi lançada em apenas quarenta e cinco dias.

A plataforma reúne dados públicos, como registros de tribunais de Justiça e diários oficiais, e organiza essas informações em um relatório simples para as usuárias.

Para fazer a consulta, basta informar:

  • nome da pessoa

  • número de telefone

O sistema então busca processos judiciais ou antecedentes criminais associados ao indivíduo. O objetivo é permitir um tipo de “background check” antes de encontros ou relacionamentos.

O crescimento da Plinq foi imediato após o lançamento.

Segundo a empresa:

  • cerca de três mil usuárias acessaram o serviço no primeiro dia

  • dois meses depois a base chegou a dez mil cadastros

  • atualmente são mais de quarenta e cinco mil usuárias

Em menos de seis meses de operação, já foram feitas mais de cinquenta mil pesquisas.

Segundo Sabrine Matos, a proposta é atuar na prevenção da violência contra mulheres. “Tudo o que existia até então é reativo. Queremos oferecer uma ferramenta preventiva”, afirmou.

Usuárias também relatam ter evitado encontros após descobrirem históricos de crimes graves, como violência doméstica e homicídio.

A startup abriu uma rodada de investimento que busca levantar um milhão e meio de reais. Entre os investidores está Anton Osika, que participou da rodada como investidor-anjo. Ele também é cofundador da Lovable, que cita a Plinq como um de seus cases globais.

O investimento é o primeiro feito por Osika no Brasil.

Hoje a plataforma funciona como um site, mas a empresa prepara o lançamento de um aplicativo mobile nas próximas semanas.

O novo app deve incluir recursos adicionais como:

  • verificação social

  • ferramentas de rastreamento de segurança

  • rede de apoio entre usuárias

  • conteúdo e fórum comunitário

A startup afirma que todas as pesquisas são anônimas e que o aplicativo terá bloqueio de capturas de tela para proteger a privacidade das usuárias.

Atualmente, a consulta custa 27 reais por pesquisa completa.

Também existe um plano anual de 97 reais, que oferece pesquisas ilimitadas.

Com o lançamento do aplicativo, a empresa pretende adotar assinatura mensal, com valor estimado de 14 reais.

Outras fontes de receita previstas incluem:

  • publicidade voltada ao público feminino

  • parcerias com governos para projetos de prevenção à violência doméstica

Em seis meses de operação, a Plinq faturou cerca de 500 mil reais. A meta para 2026 é atingir 10 milhões de reais em receita.

A empresa também espera alcançar 2 milhões de downloads do aplicativo nos três primeiros meses após o lançamento.

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