Pesquisadores do Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST), na Coreia do Sul, desenvolveram um spray hemostático KAIST capaz de estancar sangramentos graves quase instantaneamente.
A tecnologia consiste em um pó que, ao entrar em contato com o sangue, se transforma em um gel flexível conhecido como AGCL, selando a ferida e acelerando o processo de coagulação.
Segundo os pesquisadores, o material foi projetado para atuar em situações críticas, como campos de batalha e atendimentos de emergência pré-hospitalares, onde a rapidez na contenção da hemorragia pode ser determinante para a sobrevivência do paciente.
Como funciona o spray hemostático KAIST
O produto age em duas etapas principais:
Transformação imediata em gel ao tocar o sangue
Formação de barreira física resistente, que sela a ferida
Aceleração da coagulação, reduzindo a perda sanguínea
O gel flexível se adapta à profundidade da lesão e mantém a estabilidade mesmo sob movimentação. Além disso, o material apresenta propriedades antibacterianas, o que pode reduzir o risco de infecções em ambientes adversos.
Dados citados pelos pesquisadores indicam que 91,5% das mortes potencialmente evitáveis em combate estão relacionadas à hemorragia. A proposta do spray é justamente atuar nesse intervalo crítico entre o ferimento e o atendimento hospitalar definitivo.
Em cenários civis, a tecnologia também pode ser aplicada em:
Acidentes de trânsito
Catástrofes naturais
Atendimentos por equipes de resgate
Ambientes hospitalares com trauma grave
O produto possui validade estimada de 2 anos em temperatura ambiente, característica relevante para uso militar e estoques de emergência, onde refrigeração constante pode não estar disponível.
Apesar dos resultados promissores, o spray ainda não possui data oficial de lançamento comercial. A equipe do KAIST segue em fase de testes e validações adicionais antes da eventual aprovação regulatória.
Especialistas em trauma apontam que tecnologias capazes de estancar hemorragias rapidamente têm potencial para transformar protocolos de primeiros socorros e reduzir significativamente mortes evitáveis em situações críticas.



