A ByteDance, proprietária do TikTok, finalizou um acordo com um grupo de investidores não chineses para criar uma nova empresa responsável pelas operações do aplicativo nos Estados Unidos.
A medida, anunciada nesta quinta-feira (22), tem como objetivo evitar o banimento da plataforma no país.
O acordo havia sido assinado ainda no ano passado, após o fim do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acabou sendo prorrogado 3 vezes.
A conclusão da operação encerra uma disputa jurídica e política que se arrastava há quase 6 anos.
Em agosto de 2020, durante seu primeiro mandato, Trump tentou banir o TikTok alegando riscos à segurança nacional.
O governo americano afirmava temer que o aplicativo pudesse ser usado pela China para acessar dados confidenciais de usuários ou disseminar propaganda política.
Desde então, a ByteDance nega qualquer vínculo com o governo de Pequim e sustenta que opera de forma independente.
Ainda assim, o tema permaneceu recorrente no debate político americano e ganhou novo fôlego com a aprovação, em 2024, de uma lei que obrigava a empresa a ceder o controle da operação nos EUA para continuar funcionando.
Pelo acordo, investidores americanos e globais deterão 80,1% da nova joint venture, enquanto a ByteDance ficará com 19,9% de participação.
Entre os investidores estão:
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Oracle
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Silver Lake
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MGX
Segundo o The New York Times, Adam Presser, ex-chefe de operações do TikTok, será o CEO da nova empresa nos Estados Unidos.
De acordo com informações divulgadas em um site criado para explicar a transação, os dados dos usuários americanos serão armazenados e protegidos no ambiente de nuvem da Oracle nos EUA. A nova empresa também ficará responsável por políticas de:
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Privacidade de dados
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Segurança cibernética
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Moderação de conteúdo
Esses processos, segundo a plataforma, serão auditados e certificados por especialistas independentes em segurança digital.
Apesar das garantias, ainda não está claro se o acordo trará mudanças perceptíveis para os usuários. Desde o anúncio inicial da negociação, parte do público demonstrou preocupação com uma possível reformulação do algoritmo que define os conteúdos exibidos no feed.
Especialistas também alertam que a nova estrutura pode não eliminar completamente as preocupações de segurança nacional levantadas pelo governo americano.
Trump comemorou publicamente a conclusão do acordo e agradeceu ao presidente da China, Xi Jinping, pela aprovação da transação.
“Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. “Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping por trabalhar conosco e aprovar o acordo.”
Em memorando interno obtido pelo New York Times, o CEO global do TikTok, Shou Chew, classificou a conclusão da operação como “uma ótima notícia” e afirmou que a mudança permitirá que usuários americanos “continuem a descobrir, criar e prosperar” na plataforma.


