O astro porto-riquenho Bad Bunny, de 31 anos, iniciou 2026 com um desafio judicial de proporções milionárias.
O cantor foi processado por Tainaly Y. Serrano Rivera, que exige uma indenização de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 86 milhões) pelo uso não autorizado de sua voz em duas músicas de sucesso e em diversos materiais promocionais da carreira do artista.
Segundo a ação judicial de 32 páginas obtida pela revista Rolling Stone, a voz de Serrano é a que profere o verso “Mira, p***, no me quiten el perreo” (Olha, droga, não me tirem meu rebolado).
O áudio aparece na faixa “Solo de Mi”, do álbum X100pre (2018), e na canção “EoO”, do aclamado disco de 2025, Debí Tirar Más Fotos.
Tainaly afirma que a gravação ocorreu em 2018, a pedido do produtor Roberto Rosado (conhecido como La Paciencia), enquanto ambos eram colegas no curso de teatro da Universidade Interamericana de Arecibo.
De acordo com o processo, ela gravou a frase sem saber que o material seria destinado a uma produção musical e jamais assinou qualquer contrato, licença ou autorização formal para o uso comercial de sua voz ou imagem.
A acusação sustenta que o trecho se tornou uma marca registrada de Bad Bunny, sendo reproduzido exaustivamente em shows ao vivo e até em produtos licenciados.
A defesa de Serrano Rivera argumenta que houve violação dos direitos de privacidade e imagem, uma vez que o lucro gerado pela exploração do áudio não foi compartilhado com a dona da voz original.
Até o momento, nem Bad Bunny nem a gravadora Rimas, responsável pela carreira do músico, se manifestaram publicamente sobre o caso.
O processo surge em um momento de pico para o cantor, que acabou de vencer a categoria de Álbum do Ano no Grammy Latino 2025 e segue como o artista mais ouvido do mundo no Spotify.


