O setor empresarial mexicano está em luto após a confirmação da morte de Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona.
O executivo foi vítima de um ataque violento enquanto viajava com sua família pelo estado de Jalisco, no México, no final de dezembro.
O corpo do empresário foi localizado às margens da rodovia Tonaya–Puerto Vallarta, em Atenguillo, apresentando sinais de espancamento e ferimentos por arma de fogo.
Segundo informações apuradas pelo veículo Infobae, o crime teve início no dia 27 de dezembro. O veículo em que a família viajava foi interceptado por criminosos armados na altura do cruzamento Volcanes.
Na ocasião, Adrián, sua companheira e seus filhos foram rendidos e levados para locais distintos, onde foram interrogados separadamente.
As investigações preliminares da promotoria estadual indicam que o assassinato não teria relação direta com a atuação empresarial da vítima.
A principal hipótese é de que Adrián tenha sido alvo de um ataque aleatório, reflexo da crescente insegurança nas rodovias da região, que sofrem com a presença ostensiva de cartéis e grupos criminosos.
Relatórios apontam que os criminosos sequer sabiam que se tratava de uma família ligada ao alto escalão empresarial no momento da abordagem.
Após os interrogatórios, a companheira, o filho e a irmã de Adrián foram libertados e conseguiram chegar a Guadalajara para registrar a denúncia. O empresário, no entanto, permaneceu em cativeiro e foi encontrado morto dois dias depois, próximo ao local do sequestro.
O que chamou a atenção dos investigadores foi a ausência de pedido de resgate, reforçando a tese de violência gratuita ou execução imediata.
O legado do Grupo Corona
Adrián Corona Radillo estava à frente de uma das companhias mais tradicionais de Jalisco. O Grupo Corona foi fundado em 1954 por Dom Armando Corona e consolidou-se no mercado global através da produção de bebidas destiladas.
A empresa é responsável por marcas famosas como o Tequila Reserva Don Armando e o licor Rancho Escondido.
Sob a gestão de Adrián, o grupo manteve parcerias com mais de 110 produtores de agave e se destacou pela adoção de práticas sustentáveis na região de Tonaya, empregando centenas de colaboradores.
Até o momento, as autoridades mexicanas não efetuaram prisões de suspeitos, e o caso segue sob investigação rigorosa da promotoria de Jalisco.


