O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou neste sábado (3) a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ação como uma “afronta gravíssima à soberania” do país vizinho.
A manifestação foi feita por meio das redes sociais, horas após a confirmação do ataque e da captura do presidente venezuelano.
Segundo Lula, a operação conduzida pelo governo norte-americano ultrapassou limites aceitáveis no cenário internacional.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu o presidente.

Crítica à violação do direito internacional
Na avaliação do chefe do Executivo brasileiro, ações militares desse tipo comprometem a estabilidade global e enfraquecem princípios fundamentais das relações internacionais.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou Lula.
O presidente também associou o episódio a períodos históricos de forte interferência externa na região. Para ele, a ofensiva liderada pelo presidente americano Donald Trump “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”.

Apelo à ONU e defesa do diálogo
Lula defendeu uma resposta institucional da comunidade internacional diante do episódio.
Segundo ele, organismos multilaterais devem atuar de forma firme para evitar a normalização de ações unilaterais. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, declarou.
O presidente concluiu afirmando que o Brasil mantém sua posição diplomática. “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, completou.
A declaração reforça a posição do governo brasileiro em defesa da soberania nacional, do direito internacional e da resolução pacífica de conflitos no cenário global.



