Verão exige cuidados extras com pets: hidratação é essencial para cães e gatos

Altas temperaturas elevam riscos de desidratação e superaquecimento; especialistas reforçam atenção redobrada durante a estação

Com a intensificação do calor no verão, cães e gatos passam a demandar cuidados específicos para preservar a saúde e o bem-estar.

As altas temperaturas podem favorecer quadros de desidratação, hipertermia (superaquecimento) e agravar problemas renais e urinários, tornando a hidratação um ponto central na rotina dos tutores.

Hidratação ganha papel central no verão

Manter água limpa e fresca disponível ao longo do dia é uma das principais recomendações para enfrentar o calor.

A ingestão adequada de líquidos ajuda os pets a regularem a temperatura corporal e a evitarem complicações de saúde, especialmente durante períodos prolongados de calor intenso.

Gatos bebem menos água e exigem estímulos extras

Por características naturais, os gatos costumam ingerir pouca água. Isso acontece porque a espécie tem origem em regiões desérticas e obtém parte da hidratação por meio de alimentos úmidos, como sachês.

Durante o verão, esses alimentos podem ser levados ao freezer e transformados em “picolés”, auxiliando no refresco dos felinos.

Ainda assim, a oferta constante de água é indispensável. A recomendação média é de cerca de 50 ml por quilo de peso ao dia, especialmente para gatos alimentados com ração seca.

Para estimular o consumo, especialistas indicam espalhar recipientes de água pela casa, utilizar fontes com água corrente e manter os potes sempre higienizados.

A adição de cubos de gelo também ajuda a conservar a temperatura da água.

Cães precisam de água, sombra e horários adequados para passeios

Assim como os gatos, os cães devem ter acesso permanente à água fresca e não devem permanecer em locais abafados ou sob exposição direta ao sol.

Os passeios devem ocorrer nos horários mais amenos do dia, como início da manhã ou final da tarde.

Outro ponto de atenção é o piso: o asfalto quente pode causar queimaduras nas patas, devendo ser evitado.

Em casa, uma toalha umedecida pode contribuir para refrescar o animal nos momentos de maior calor.

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Foto: Shutterstock

Grupos que exigem atenção redobrada

Animais braquicefálicos (de focinho achatado), idosos ou com doenças respiratórias apresentam maior dificuldade para regular a temperatura corporal. Nesses casos, a vigilância deve ser constante.

Entre os sinais de alerta estão letargia, gengivas secas, urina mais concentrada, vômitos, diarreia e respiração ofegante.

Diante de qualquer alteração, a orientação é buscar atendimento profissional.

Risco elevado em veículos fechados

Um alerta importante durante o verão é nunca deixar o pet sozinho dentro do carro, mesmo que por poucos minutos.

A temperatura interna do veículo pode subir rapidamente e provocar quadros graves de hipertermia.

Orientação profissional garante mais segurança

Em caso de dúvidas, a recomendação é consultar um veterinário para avaliar as medidas mais adequadas para cada animal.

Com cuidados simples e atenção diária, é possível atravessar o verão garantindo conforto e qualidade de vida para os pets.

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Foto: Shutterstock

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