A Península de Maraú, no litoral sul da Bahia, segue fora do circuito mais óbvio, embora seja cada vez mais citada entre viajantes frequentes.
Localizada a cerca de 100 km de Ilhéus e a 40 km de Itacaré, a região exige deslocamento mais demorado: o acesso final é por estrada de terra e o tempo entre os pontos da península costuma ser maior do que o previsto no mapa.
Em compensação, o cenário ainda preserva o clima de praias quase desertas, mar de águas transparentes, faixas extensas de areia e vegetação nativa.
O apelido de “Polinésia Baiana” vem justamente das piscinas naturais, dos coqueirais e da sensação de isolamento frente ao mar.
Entre os programas considerados imperdíveis, a lista começa por Taipu de Fora, onde se formam grandes piscinas naturais na maré baixa.
A recomendação é consultar a tábua de marés e o horário ideal com a hospedagem, já que a variação influencia totalmente a experiência.
Outro ponto clássico é o pôr do sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande. Bares de frente para o mar se espalham pela areia e funcionam como mirante para o espetáculo de fim de tarde, com o céu refletido no mar calmo.
Da vila de Barra Grande partem também os passeios de barco pela Baía de Camamu, terceira maior do país.
Em geral, os roteiros incluem paradas em ilhas como Pedra Furada, Goió e Sapinho, combinando trechos de navegação com paradas para banho.
Para explorar trechos menos acessíveis, é comum o aluguel de quadriciclo. Entre as rotas mais procuradas estão a Lagoa Azul, a Lagoa do Cassange, trilhas de bromélias e o mirante do Farol de Taipu, de onde se observa boa parte da península.
Atividades como canoa havaiana ao amanhecer também vêm ganhando espaço, principalmente na região da Ponta do Mutá.
Na hospedagem, Maraú se firma como polo de pequenos hotéis e pousadas integrados à natureza, com projetos de arquitetura de baixo impacto e práticas sustentáveis.
Endereços como a Casa dos Arandis, na praia de Algodões, e o Villa Kandui, em Taipu de Fora, apostam em estruturas reduzidas, uso de madeira de demolição, energia solar, reaproveitamento de água e apoio a produtores locais, alinhando conforto à preservação ambiental.
Maraú é refúgio de famosos e vazia o ano todo

Nos últimos anos, Maraú também se consolidou como refúgio discreto para artistas e personalidades que buscam privacidade longe dos grandes centros turísticos da Bahia.
Nomes conhecidos da TV, da música e do esporte já passaram pela península, atraídos pelas praias vazias, pela rusticidade charmosa das vilas e pelo clima reservado de Barra Grande.
A região se tornou sinônimo de descanso sem assédio, com hospedagens pequenas e integradas à natureza, que oferecem sigilo e ambientes mais exclusivos.
Apesar do crescente interesse, a península permanece pouco visitada mesmo na alta temporada, quando destinos próximos costumam registrar lotação máxima.
A combinação de acesso limitado, baixa densidade de hospedagens e preservação ambiental mantém o fluxo de visitantes reduzido ao longo do ano.
Isso garante a Maraú uma atmosfera tranquila, com praias raramente cheias, trilhas silenciosas e uma experiência de viagem que preserva a sensação de paraíso isolado, especialmente para quem busca fugir das rotas mais disputadas do litoral baiano.


